Alexandre Dumas : 216 anos do nascimento de um autor que marcou gerações

Wendell Almeida . Há 3 anos atrás

Nascia em 24 de julho de 1802, em Villers-Cotterêts, França, o romancista francês, Alexandre Dumas, mais conhecido como Alexandre Dumas, Pai.

Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Alexandre Antoine Davy de la Pailleterie e Marie-Césette Dumas. Seu pai foi Thomas Alexandre Davy de la Pailleterie, mais conhecido como General Dumas, grande figura militar de sua época.

 Dumas teve seu primeiro sucesso em 1829 [aos 27 anos], com sua peça Henrique III e sua corte e em 1930 com Christine. Á partir daí, abandonou seu emprego em Paris para se dedicar apenas a escrita e ao ativismo, que o levou participação na revolução que depôs o rei Carlos X.

 À partir de então, o autor passou a se a crônicas e romances, gêneros que levaram o autor a criar obras eternizadas na literatura até os dias de hoje. Dentre os livros mais conhecidos estão:

O Conde de Monte Cristo

Os Irmãos Corsos

Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousquetaires, 1844)

Vinte anos depois (Vingt Ans Après, 1845)

O Visconde de Bragelonne (Le Vicomte de Bragelonne, 1847) – (do qual faz parte O Homem Com a Máscara de Ferro)

A Rainha Margot (1845)

Memórias de um Médico

Memórias de Garibaldi (1860)

A riqueza e a falência

A carreira de escritor de Dumas foi repleta de sucessos e grandes ganhos financeiros, porém, o estilo de vida caro, “boêmio” e repleto de gastos descontrolados fez com que contraísse grandes dívidas, o que o levou a fugir de seus credores em 1851, indo para Bruxelas e logo após para Rússia.

Ativismo

As ligações políticas de Alexandre, fizeram com que sempre estivesse envolvido em questões políticas. Após sua fuga da França e sua passagem por Bruxelas e Rússia, Dumas foi a Itália onde participou da luta pela unificação da Itália.

Em 1843, ele tinha escrito uma novela que debatia alguns aspectos raciais e para os efeitos do colonialismo, contrariando a “cultura” francesa da época

Após sua morte em 05 de Dezembro de 1870 em Sena Marítimo ,França, o escritor foi enterrado no cemitério de sua cidade natal, Villers-Cotterêts, o ano de 2002, onde, sob ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.

Em seu discurso, o presidente Chirac disse: “Contigo, nós fomos D’Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos — contigo, nós sonhamos.”

Até os dias de hoje, Dumas é eternizado por O conde de Monte Cristo, e pela célebre frase: Um por todos, e todos por um.

Soteropolitano, 25 anos. Administrador, colunista nas horas vagas, poeta, cronista, crítico de filmes da Sessão da Tarde, seriados do SBT e livros que compra sem ter tempo de ler.

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