CHROMATICA – O sexto disco da Lady Gaga sem enrolações

Cássio Murilo . Há 11 meses atrás

Eu poderia fazer uma longa introdução sobre “onde esteve aquela Lady Gaga que tanto amávamos?”, nos referindo a sonoridade, farofas e visuais que ela tanto entregou nos primeiros anos de carreira. Mas eu não farei isso porque não acho que seja o momento de ficar questionando nada disso e nem comparando tudo que ela já fez. O momento é de CONTEMPLAR seu novo álbum; o tão aguardado “LG6” (se referindo ao sexto album da Lady Gaga); o denominado CHROMATICA!

Depois de mais de 1 mês e meio de atraso pro lançamento por conta do CORONAVIRUS, o disco finalmente saiu no final do mês passado, trazendo 13 faixas + 3 faixas introdutórias/transicionais, que iniciam cada uma das 3 partes do disco (Chromatica I, II e III).
Na Billboard, o disco arrebata record e estréia em primeiro lugar, durrubando a onipresença masculina no topo. Antes de Gaga, a única artista feminina a estrear no topo esse ano foi Selena Gomez em Janeiro com o album Rare.

Na sonoridade do disco encontramos POP, synthpop, house, disco e eletro. Por todo o conceito sonoro e visual percebemos influências futuristas e retrôs muito marcadas, o que não é uma grande novidade na cena musical atual MAS cumpre seu papel com personalidade própria. Sabem aquelas farofas de antigamente que amávamos ouvir da Lady? Voltaram com tudo e melhoradas, numa era que trás aquela Gaga com visuais exóticos e alternativos que marcaram seu nome.

Alice se tornou de cara uma das minhas favoritas sem nem ouvir o restante. Vocais fortes, firmes e produção sonora que te prende até o fim.
Stupid Love foi o primeiro single, mas confesso que de cara não me pegou não. Na real ainda não me pega, mas gostei dela junto com todo o álbum; funciona muito bem.
Rain On Me é UM HINO DO MOMENTO! Essa junção de Gaga e Ariana era o que queríamos, e nem sabíamos o quanto precisávamos até ouvir.
Free Woman reafirma esse empoderamento feminino, bandeira que a a Gaga tanto levanta.
Fun Tonight dá uma diminuída no agito estridente, se torna um pouco mais intimista ainda que com a sonoridade de balada. Um bom momento pra contemplar consigo mesmo.  Essa faixa encerra a primeira parte do álbum.
Eu não ia citar as faixas de transicionais Chromatica I, II e III, mas nesse momento do disco, quando a dita II muda para a música 911, é um dos momentos mais mágicos do disco! Que transição perfeita, que junção fantástica! E 911 é uma das favoritas DO MUNDO. Tem alguma coisa alí que me levou diretamente pro The Fame Monster e nem precisamos falar sobre como essa foi uma das melhores eras da carreira de Gaga…
Plastic Doll é aquela música que eu digo que não me agradou, mas ela tem seu valor. A letra vem falando sobre como a cultura POP objetifica mulheres e faz com que a sociedade espera que elas atendam sempre as suas expectativas, e como isso machuca.
Sour Candy… Imaginem o quanto eu não surtei ao ouvir Gaga com BLACKPINK, um dos maiores grupos de K-POP da atualidade. Essa é outra junção que ficou divina e merece muito ser single! Dua Lipa diz o quanto se arrependeu de não ter gravado um clipe para sua collab com o girlgroup na época que gravaram “Kiss&Make up“; Esperamos que Gaga não repita a história.
Enigma é uma musica que não dá pra não se imaginar dançando lá pelas 4 da manhã num balada, quando estamos cansados demais pra arrasar na pista mas dispostos o bastante pra não perder uma canção dessas.
“Me recusei a não permitirem que essa música estivesse no álbum. Claro, eu sou ‘a chefe'”; Isso é o que Gaga diz sobre Replay e eu agradeço imensamente porque é um dos meus amores no disco.


Sine From Above é o tão comentado e aclamado single com Sir Elton John e inicia a terceira parte do disco. Me digam: COMO e em que mundo poderia dar errado? Sem dúvidas, além de uma das faixas mais grandiosas do álbum, é uma da mais esperadas parar virar single. Inclusive, isso me faz pensar como seria lindo o Chromática ser um álbum visual.
1000 Doves vai aproximando a gente do final dessa obra e chega a dar uma emoção curtir esse som, sem perder a alegria.
E eis que Babylon chega pra encerrar os trabalhos, com seu saxofone muito bem alocado entre o instrumental. As palmas ritimadas que conduzem a gente pro fim da música já nos deixam no gancho pra continuar aplaudindo esse material.

Chromatica é o que tanto esperávamos de Lady Gaga a muitos anos e, assim como Future Nostalgia, ajudou e muito a salvar nós, pobres mortais e amantes de musica POP, durante esse momento que passamos.
Se joga no streaming e vamos dançar ao som dessa obra cor-de-rosa metalizada!

Dançarino, drag queen, aquariano, admirador de cultura POP, filmes antigos, fast food e com um fascínio por mudar o cabelo e esfumar os olhos.

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