Falcão: Não o do Rappa, o do Nordeste

Wendell Almeida . Há 3 anos atrás

Marcondes Falcão Maia é o nome da fera. O cantor, compositor, apresentador, humorista e “fulêro” nasceu em 16 de setembro de 1957 no “Ciará”.  O visual icônico, o humor típico do Cearense [Tom Cavalcante approves], a irreverência e suas músicas escrachadas e divertidas, fizeram de Falcão um ícone da brega no Brasil – Me refiro ao estilo musical, tá? Sem mente poluída.

O cantor nasceu em Pereiro, interior do Ceará. Vindo de uma família simples e tradicional, o artista teve lá seus primeiros contantos com as primeiras referências na música brega, cantores como: Valdick Soriano [só queria dizer que: não sou cachorro não], Nelson Gonçalves [Traz aquela mesa e uma pinga, pf], Núbia Lafayette [Deixem em paz o coração dela], boleros e músicas italianas. Porém, Falcão brinca dizendo que seus ídolos na música eram artistas como: Raul Seixas [É Bahia boa de fazer gênios da música], Zé Ramalho [Todo mundo gosta de Chão de Giz, mas não sabe o que ele dizer com aquela zorra], Belchior [saiam do caminho dele], Bob Dylan [Aquele que não é o Marley] e Frank Zappa [Ô Bobby Brown], só que ele não conseguia fazer nada muito arranjado e não tinha o que ele chama de conhecimento musical, então, resolveu ir mesmo pra “fulerage” e cantar aquilo que tava nas suas raízes, o brega.

Seu primeiro disco de sucesso no Ceará foi o Canto Bregoriano [quem disse que o povo gosta do Canto Gregoriano no Ceará?], Falcão apresentou um bolero cheio de humor e referências. A música que puxou o sucesso do disco foi: “I’m not dog no”, uma tradução Google Translate de Eu não sou cachorro não de Valdick Soriano e com O dinheiro não é tudo, mas é 100% em 1994.

A irreverência de Falcão não está apenas nas músicas, já que ele possui álbuns com nomes como: A Besteira É a Base da Sabedoria, Quanto Pior, Melhor, 500 Anos de Chifre e Sucessão de Sucessos Que Se Sucedem Sucessivamente Sem Cessar.

Mas o que marcou mesmo Falcão foi a forma original de se vestir e o jeito bem humorado de se apresentar.

 

TV e Cinema

Falcão também participou durante sua carreira de diversos programas, novelas e talk shows. O cantor já fez participações na novela O clone, A praça é nossa [ah, Cazalbé] e The Noite e alguns outros, além de cantar com o Massacration no VMB 2009 ele também apresenta o Leiraute, Talk Show [O cara é o Danilo Gentilli do Ceará, ó paí] que era transmitido pela TV Ceará e logo após pela TV Diário.

No cinema ele esteve presente em Cine Hollyúdi [Dirigido por Hadder Gomes], um filme que fala sobre Francisgleydisson, um cineasta cearense que tenta manter viva sua paixão pela sétima arte. E Shaolin do Sertão [ Também dirigido por Hadder Gomes] que conta a história de Tony Tora Pleura, um lutador que sofre pela falta de combates e viaja o Brasil buscando lutas e ter sucesso na sua carreira.

Enfim, isso é um pouco desse cabra vei safado, que diverte a música brasileira com humor e irreverência desde suas roupas, até seus discos e músicas.

Soteropolitano, 25 anos. Administrador, colunista nas horas vagas, poeta, cronista, crítico de filmes da Sessão da Tarde, seriados do SBT e livros que compra sem ter tempo de ler.

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