Fuga do Campo 14: uma verdadeira história de dor

Alessia Sales . Há 3 anos atrás

Sua lembrança mais antiga é de uma execução.


Shin Dong-Hyuk nasceu e cresceu em um campo de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Até hoje, é o único prisioneiro que conseguiu escapar.” […] Fuga do Campo 14 revela, com riqueza de detalhes, o cotidiano árido e sem perspectivas dos prisioneiros políticos na Coreia do Norte. Em um relato surpreendente e arrebatador, o jornalista Blaine Harden lança luz sobre uma realidade sinistra que, até então, permanecia oculta e impenetrável aos olhos do Ocidente. Com sensibilidade, ele acompanha a impressionante jornada de Shin rumo à liberdade.

Me lembro perfeitamente do dia em que recebi esse livro de presente. Um professor de história, o qual eu sempre admirei e continuo admirando, “guardou” o livro pra mim, por eu ser uma verdadeira amante da cultura (sul-) coreana e de mais uns muitos cantinhos da Ásia. Um livro o qual eu acreditava que me mostraria coisas incríveis sobre os lugares, ou que fosse mais uma ficção incrível a qual eu amaria e lembraria pro resto da vida.

Bom, não foi uma ficção, tampouco me mostrou coisas incríveis. Mas, sem sombra de dúvidas, é um dos melhores livros que eu já li, em todos esses anos. Lançado em 2012, Fuga do Campo 14 traz uma história real de dor, sofrimento, medo e descrença. Uma história que faz nossa mente viajar ao outro lado do mundo e, através de palavras profundas, sentirmos na pele a gravidade de um problema que existe até os dias de hoje.

Estou evoluindo, deixando de ser um animal. Às vezes tento sorrir e chorar como as outras pessoas, só pra ver se sinto alguma coisa.


 

Shin Dong-Hyuk nasceu em 1982 e fugiu em Janeiro de 2005, caminhando até o norte do país. O único prisioneiro que escapou com vida, de um campo de internação norte-coreano, hoje, é notoriedade e tornou-se ativista de direitos humanos, residindo na Coreia do Sul.

Um livro que não somente lhe faz pensar sobre as condições de vida de um ser humano, mas te faz questionar até onde vai o limite de cada um de nós.

Soteropolitana, 24 invernos; quase uma publicitária. Escritora crítica e ficcionista, louca da Disney, viciada em RPG online e iludida por acreditar que vai namorar o Tom Holland.

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