Kingsman: O Círculo Dourado – Igualmente original e ainda sofisticados

Peu Agra . Há 4 anos atrás

Em 2015 os fãs de cinema conheceram Kingsman: O Serviço Secreto, o filme adaptado da HQ de Mark Millar e Dave Gibbons foi uma surpresa extremamente agradável e surpreendeu o público e crítica com sua história de espionagem que ao mesmo tempo que faz uma homenagem ao gênero se mantém bastante atual e moderna. Com tanto sucesso era de se esperar que uma continuação viesse logo mais, e Kingsman: O Círculo Dourado chegou para dar ao público tudo o que eles esperavam.
Nessa nova aventura os agentes secretos mais bem vestidos de todos, tem que enfrentar uma nova ameaça mundial, a vilã Poppy, dona do maior cartel de drogas do mundo, destruiu a Kingsman e os únicos sobreviventes foram Egssy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) que precisam se unir com os Agente americanos da Statesman para impedir que os planos dessa terrível vilã se concluam.

Nos aspectos gerais o filme cumpre a sua promessa e entrega aos fãs a produção de muita qualidade, tanto o diretor quanto os atores se mostram bastante confortáveis em seus papéis, com destaque para Taron Egerton que transpassa um Eggsy mais maduro e determinado, Colin Forth tendo que lidar com as dificuldades da condição de seu “retorno” trazendo momentos tanto engraçados como emocionantes, e também para Julianne Moore que teve a responsabilidade de dar vida a uma vilã que possui bastante camadas com seu jeito doce de dona de casa em contra partida com seus planos malignos e cruéis e conseguiu executar de forma convincente e agradável, Não podemos esquecer a participação especial de Elton John responsável por arrancar muitas risadas do público, sendo uma surpresa até maior que o próprio Colin Firth para o elenco.

Porém ainda assim o filme não supera o seu predecessor por alguns problemas que foram um tanto incômodos, nada que traga deméritos, mas se fossem evitados trariam uma crescente na qualidade. O longa possui um número excessivos de subtramas, algumas um tanto desnecessárias que poderiam ter sido facilmente cortadas do roteiro sem afetar o desenvolvimento, talvez por conta disso a história tenha ficado um pouco arrastada durante uma boa parte do segundo ato onde teve uma quebra no dinamismo e ficou um pouco cansativa, além disso é importante voltar a pisar na tecla da representatividade onde vemos poucas mulheres em papeis de destaque, como exemplo a personagem Ginger (Halle Berry), que tinha um potencial muito grande mas serviu apenas como apoio aos protagonistas.

Um ponto alto foi a trilha sonora, faz parte da estética de direção do Matthew Vaughn utilizar câmeras bastante dinâmicas em suas cenas, seja com cortes rápidos ou impressionantes plano-sequências e as canções casam bastante com a proposta dando ainda mais dinamismo ao que se passa na tela. E ainda falando sobre plano-sequências, a cena em “O Círculo Dourado” não fica devendo em nada a famigerada cena na igreja de “O Serviço secreto”, talvez não se iguale por ser algo que já está icônico, mas o trabalho nos detalhes está realmente impressionante.

Em resumo o Kingsman: O Círculo Dourado é uma ótima opção mesmo não sendo melhor que o primeiro (em minha humilde opinião) também não é nem um pouco pior, pelo contrário e uma experiência nova e alucinante que surpreenderá assim como O Serviço Secreto surpreendeu.

Nome: Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle)
Data de lançamento no Brasil: 28/09/2017
Duração: 2h 21m
Direção: Matthew Vaughn
Elenco: Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong
Gênero: Ação
Nota: 4/5

Cineasta em formação, fotógrafo por diversão, artista em evolução e escritor, por que não? Também sou o pai de Joaquim, o bebezudo.

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