O Garoto de Ouro – “O legado do silêncio mais expressivo do cinema.”

Kin . Há 1 ano atrás

A infância: 

Hoje, 16 de Abril de 2020 o maior ator e produtor do cinema mudo completaria 131 anos. Ele que ainda é chamado de “Carlitos” ou de “Vagabundo” nasceu em Londres, filho de uma atriz, cantora e dançarina do Music Hall e de um vocalista e ator, assistir os espetáculos da mãe e do pai só facilitou que sua primeira apresentação aos cinco anos ao substituir sua mãe que na noite sofria com laringite. Suas apresentações quando criança eram um verdadeiro sucesso. Mas não teve uma infância boa, viu o divórcio fazer com que Charles Spencer Chaplin Sr.- seu pai – se perder no alcoolismo e sua Mãe Hannah Chaplin – sua mãe – nos problemas mentais que a fizeram ser internada por várias vezes, o que obrigava que o pequeno Chaplin ficasse indo e vindo de abrigos para crianças pobres. 

A Adolescência e o início de sua carreira: 

Quando jovem, conseguiu espaço para se apresentar no Music Hall e então começava ali sua jornada de sucesso. Chaplin viveu tempos duros durante as duas guerras e a crise de 29 e isso o tornou um grande pacifista e ainda mais empenhado em fazer com que as pessoas sorrissem. Depois de uma turnê de dois anos nos Estados Unidos, Chaplin acaba chamando a atenção de Mack Sennett – Um grande roteirista Canadense – da Keystone Film Company, que acabou o contratando e fazendo o filme Making a Living e, seu primeiro trabalho no cinema não foi exatamente muito satisfatório, mas Sennett tinha uma enorme fé no Inglês e acaba o dando uma nova chance. Agora sendo dirigido por Mabel Normand – uma grande produtora americana – em alguns filmes e foi nesse mesmo momento que Chaplin descobre um novo gosto – o de dirigir – e decide assim a assumir sua carreira de diretor. 

Nasce um produtor:

Foi assim que entre 1914 e 1916 ele realizou um pouco mais de 40 curtas, e em meio a eles “O Vagabundo” que deu palco ao grande personagem que marcaria sua carreira para sempre. Trabalho esse que mostra um andarilho de chapéu-coco e uma bengala de bambu, Chaplin ganhou o mundo do cinema incentivando o imaginário de toda população mundial. O cinema mudo tinha ganhado um rosto e sua fama era tanta que se tornou o primeiro ator a aparecer na capa da revista Time, no dia 6 de Julho de 1925.

Um exímio perfeccionista, isso incomodava e irritava muitas pessoas que trabalhavam com ele por rodar a mesma tomada várias e várias vezes, além de por exemplo destruir os negativos de The Sea Gull – em que produziu – pouco antes do seu lançamento por se sentir decepcionado com o desempenho da protagonista Edna Purviance. Mas mesmo assim Charles também trabalhou com diversas grandes produtoras como a Mutual Films e First National até que fundasse o seu próprio estúdio em 1917 chamado inicialmente de “Jim Henson Company Lot ” anteriormente “A&M Studios e logo depoisCharlie Chaplin Studios e, junto com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D.W. Griffith fundou a “United Artists” em 1919, que foi uma companhia de cinema em Hollywood e que o principal intuito era fazer frente às grandes corporações cinematográficas daquela época e foi o momento em que passou a ter controle total da produção das suas obras. 

Foi quando produziu clássicos como “Em Busca do Ouro” em (1925), “O circo” em (1928) e mesmo quando o cinema falado chegou não chegou a se abalar, e realizou outros clássicos como Luzes da cidade em (1931) e “Tempos Modernos” em (1936) e foi nesse que pela primeira vez se ouviu a voz dele, mesmo que apenas nos créditos finais. Em (1940) então ele embarcou no cinema falado com “o Grande ditador” em que realiza o grande discurso final. Esse longa fez grande sucesso, já que lançado em meio a Segunda Guerra mundial, e ouviu-se alguns boatos de que o sucesso foi tanto que até o próprio Adolf assistia em segredo na Alemanha. Em (1952) promoveu “As Luzes da Ribalta” e nessa época decidiu permanecer na Europa e assim passou a morar Vevey, na Suíça, onde fez seu último filme “A condessa de Hong Kong” em (1967)– que foi estrelado por Marlon Brandon e Sophia Loren.

Chaplin foi ator, diretor, produtor, diretor de fotografia, montador, compositor regente de orquestra, roteirista e um grande amigo de Albert Einstein que juntos tinham total aversão a guerra se conheceram pouco depois que Einstein se mudou pros Estados unidos, ambos se deram tão bem que ele fora convidado por Chaplin para assistir a antestreia de um dos filmes que produzia “As luzes da cidade” em (1931). Era considerado um mulherengo, casou-se com quatro mulheres e teve onze filhos. 

E em (1972) sua saúde começou a entrar num declínio, quando concluiu seu filme A condessa de Hong Kong e receber seu óscar Honorário, em (1977) já encontrava dificuldade em falar e passou a precisar de cadeira de rodas e nesse mesmo natal ele faleceu dormindo.

Não há nenhuma dúvida de que Chaplin ficou imortalizado por seus filmes e suas atuações, e mesmo com suas poucas palavras também marcaram as telonas do mundo todo mesmo sendo bastante relutante em aceitá-las, e até hoje seus discursos e suas palavras reverberam em meio as redes sociais como lições humanistas claras e inspiram muitos autores que lançam até hoje livros, filmes e biografias em homenagem a esse ídolo do cinema mundial.
Eaí? Vamos usar os tempinhos livres da quarentena pra assistir alguns clássicos do cinema mudo?

“A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe.”

Mineira do centro-oeste, 24, quase web-designer. Geminiana do riso frouxo, floriculturista, amante de doguinhos, hard-rock e de metal mas não se engante! Se encontra de tudo no meu spotify, defensora fiel do Johnny depp, rpgista, e a doida do futebol que não perde a oportunidade de assistir uma Disney periodicamente.

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