Ruiner – Ação e Distopia

Ruan Almeida . Há 3 anos atrás

Ruiner é um jogo de ação produzido pelo estúdio Reikon Games e publicado pela Devolver Digital. O jogo foi lançado no PC, Playstation 4 e Xbox One no dia 26 de Setembro de 2017.

O Enredo

O game se inicia com um objetivo simples: Mate o Chefe. Após eliminar o chefe, a história se desenvolve de forma similar a outras obras cyberpunks.

Traições são feitas, grandes corporações são envolvidas, familiares são sequestrados… É o pacote de clichê completo para produções do gênero. Infelizmente, o quesito enredo deixa um pouco a desejar. A história do game carece de impacto e o elemento que de fato brilha é o combate.

Jogabilidade Frenética

Para se livrar dos inimigos insanos, o jogador conta com duas armas permanentes: um cano e uma pistola com munição infinita que pode receber melhorias. O jogo conta com um arsenal imenso de armas dos mais variados tipos, no entanto, essas armas apresentam uso limitado. As armas brancas apresentam durabilidade e as armas de fogo desaparecem ao acabar a munição. Vale mencionar que ao progredir no jogo, é possível invocar um supply drop com a arma preferida do jogador.

Além das armas, o jogador também pode usar diversas habilidades para despachar os inimigos de forma mais rápida. É possível usar esquivas, escudos, granadas de concussão e um Modo Berserk que aumenta o dano e velocidade de ataque. Uma boa combinação de habilidades é crucial para sobreviver no jogo.

As habilidades são desbloqueadas e melhoradas ao mudar de nível e ao completar missões secundárias disponíveis na cidade do jogo. Um elemento que trouxe muita liberdade ao jogo foi a possibilidade de realocar os pontos de habilidade a qualquer momento e sem nenhuma restrição. O jogador pode testar diversas formas de jogar até encontrar a sua preferida, ou usar diferentes estratégias para cada tipo de chefe do jogo. Uma estratégia muito bem pensada por parte do estúdio Reikon Games.

Cenários Deslumbrantes

Outro elemento bastante positivo no jogo é a ambientação. A única cidade do game, chamada de Rengkok, foi bem construída visualmente e apresenta personagens autênticos do universo cyberpunk. É possível conversar com lunáticos, strippers, hackers anarquistas e interagir com animais-robô que servem como objetos de monitoramento do estado.

Um fator que traz charme para o visual do jogo é a predominância da cor vermelha. O uso constante dessa cor contribui bastante para a criação de uma sensação de perigo e urgência. Ao mesclar cenários escuros com o vermelho, o jogo também assume um tom melancólico, fazendo uma bela combinação com o enredo.

Um elemento que não brilha tanto quanto o visual é a trilha sonora. A trilha sonora varia entre melancolia e trechos de músicas eletrônicas que injetam adrenalina e urgência nas cenas de combate.

Conclusão

Em resumo, Ruiner entrega uma experiência sólida e autêntica no estilo bullet hell. Apesar de conter uma história sem impacto, o ponto alto do jogo é o combate dinâmico e brutal.

A liberdade para definir um estilo de jogo também é uma peça chave na obra. Para os caçadores de conquistas/troféus, miletar ou platinar o jogo não vai ser uma tarefa tão difícil, mas preparem-se para passar estresse com o nível difícil do jogo.

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